Obra

HOMERO. Odisséia – São Paulo –Scipione/ 88 páginas.

Palavras-chave.

Viagem, sabedoria, coragem, fidelidade, paciência, valores morais.

Citações.

  1. “Com as velas desfraldadas, foram navegando em direção ao mar alto, deixando para trás as ruínas fumegantes de Tróia, onde perderam a vida tantos e tão caros companheiros.” Pg. 9
  • “Seu primeiro impulso foi sacar a espada e cravá-la no ventre do gigante, vingando os desventurados companheiros. Mas controlou o ímpeto: Se assim procedesse, morreriam todos ‘a míngua, pois não teriam como arredar a rocha que os impedia de fugir. Pg. 15
  • “Presa de grande indignação, o herói armou-se de sua espada e pôs aos ombros o arco certeiro. Não dando ouvidos às súplicas e aos argumentos de Euríloco, que tentava dissuadi-lo da temerária empresa, tomou o rumo do palácio da feiticeira. Pg.22
  • “ Penélope passava os dias a trabalhar com aplicação, sob os olhares ansiosos daqueles insolentes. Mas, à noite, levantava-se e ia desfazer o que fizera de dia. Assim pela manhã, quando eles vinham informar-se do avanço da obra, encontravam-na sempre do mesmo modo. Pg. 62
  • “Ulisses, em seus trajes de mendigo, já se aproximava das portas do palácio, acompanhado do fiel Eumeu. Continha a custo a emoção e o desejo de abraçar a esposa querida, pois o sucesso de seu plano dependia de manter-se incógnito até o momento da vingança. Pg. 66, 67.

Resumo da Odisseia.

            Ulisses parte da guerra de Tróia com doze naus, quando essa já havia findado, e segue para o seu reino que ficava em Ítaca. O herói aporta em Ísmaro, a cidade dos cícones. Lá, ele e a embarcação sofrem algumas perdas devido a conflitos internos. De Ísmaro Ulisses é impelido para o sul à terra dos lotófagos onde permanece por pouco tempo.

            Depois de vários dias de navegação a embarcação de Ulisses chega a uma ilha, na qual encontram uma caverna enorme onde morava Polifemo, um temível ciclope filho de Posídon. Sem saber que o gigante ali habitava, os aventureiros entram na caverna. Ao chegar Polifemo avista os aventureiros, devora dois deles e logo após adormece. Ulisses resolve neste intermédio matá-lo, mas percebe sabiamente que se o fizer estará impedido de sair da caverna, devido à pedra gigante que interrompia a sua entrada. Polifemo acorda, devora outros dois aventureiros e bebe vinho oferecido por Ulisses. Logo o gigante adormece novamente e neste período Ulisses o cega com um tronco que havia na caverna. Polifemo levanta, abre a entrada da caverna e espera que os aventureiros saiam. Ulisses e seus companheiros saem agarrados nas ovelhas e por isso o gigante não percebe sua fuga.

            Depois dessa aventura Ulisses parte para a ilha de Éolos, deus do vento, que lhe presenteia com um saco que continha os ventos desfavoráveis a sua viagem. Já na embarcação seus amigos abrem o saco, o vento retorna a atrapalhá-los e eles vão parar na ilha da feiticeira Circe onde permanecem por 1 ano. Aconselhado pela feiticeira, Ulisses parte para a morada dos mortos para receber conselhos do velho Tirésias de como voltar para Ítaca. Logo após os conselhos, Ulisses volta para a ilha de Circe e parte em seguida à Ítaca. No retorno para casa Ulisses tem de enfrentar mais três grande perigos. O primeiro deles são as sereias das quais Ulisses escapa incólume; o segundo são os monstros Cila e Caribde dos quais a embarcação escapa, porém com muitas perdas; e por fim, após comerem do rebanho do deus Hélio, toda a embarcação é morta em uma tempestade, exceto Ulisses que naufragado chega à ilha da ninfa Calipso, onde permanece durante oito anos. Partindo da ilha de Calipso, que o ajuda através da ordem dos deuses, Ulisses chega à terra dos feaces que o ajudam a chegar a Ítaca.

            Já em Ítaca, o herói, disfarçado de mendigo pela deusa Atenas, reencontra seu amigo Eumeu e seu filho Telêmaco. Arduamente, ele fica sabendo que Ítaca esta sendo saqueada e que a sua esposa Penélope está sendo assediada para se casar, pois afinal Ulisses já estava fora por vinte anos. Depois de combinado um estratagema com seus amigos, Ulisses penetra em sua casa disfarçado de mendigo e consegue ganhar a prova que havia sido proposta por Penélope para o pretendente à sua mão. Depois de ganhada a prova, que consistia em armar o arco, que outrora fora seu, e atirar uma flecha que atravessasse por doze machados, Ulisses mata todos os pretendentes de Penélope, restaura o seu reino e sua esposa. Por fim, com a intromissão dos deuses, Ítaca permaneceu em paz.

Avaliação Crítica.

            O livro Odisséia, embora seja uma adaptação, apresenta uma grande riqueza de vocabulário e uma boa organização lógica das idéias. A história é dividida em três parte: a primeira vai do inicio da história até o momento em que Ulisses chega à terra dos feaces, a Segunda parte desse ponto até a sua viagem até Ítaca e finalmente a terceira parte vai da chegada a Ítaca até o fim da história. Essa divisão é importante pois facilita o leitor a compreender de maneira mais sistemática as aventuras de Odisseu.

            O livro também apresenta a cada capítulo um título que sugere a sua ideia principal e podemos encontrar neles uma infinidade de desenhos que ilustram o assunto retratado na página em que ele se encontra.

Outro ponto importante que vale a pena ressaltar é o fato de que a letra impressa na obra não é pequena, o que acelera o processo da leitura e prende o leitor ainda mais na obra estimulando-o a lê-la de uma vez.

            A história, além de ser boa apresenta um bom conhecimento cultural ao leitor acerca do povo grego e seus costumes, além de ser uma obra de incomensurável valor para a literatura universal é, no meu ponto de vista, de leitura obrigatória, já que várias obras posteriores fazem menção à Odisseia.

Propostas de atividade.

          Sugiro que a leitura do livro seja aplicada para adolescentes a partir dos quatorze anos de idade. A faixa etária sugerida é devido ao fato de a linguagem da obra requerer um pouco mais de maturidade linguística por parte do leitor.

            O livro também apresenta cenas de violência explícita que seriam menos incomodas para um leitor adolescente do que para uma criança.

            Algumas atividades que sugiro são:

  1. Pedir aos alunos , após a leitura, que descrevam as características que eles acreditam ser a de um herói e discuti-las em sala de aula;
  2. Fazer um círculo de debates e trabalhar temas como: fidelidade, heroísmo, valores morais e éticos, motivação, dentre outros.
  3. Pedir para que cada aluno faça uma redação sobre o tema “minha viagem”, propondo que nela sejam retratadas supostas aventuras que o aluno tenha vivido em alguma viagem e outras que ele gostaria de vivenciar.
  4. Propor uma encenação da história a ser apresentada em algum projeto escolar, como: feira cultural ou feira literária.

Por fim, são inúmeras as possibilidades de se trabalhar com a obra Odisseia, que é um dos pilares de nossa civilização ocidental.

Espero que tenham gostado da dica. Caso tenham gostado, postem seus comentários e deixem sugestões sobre outras atividades que vocês gostariam de receber. Um forte abraço, mestres.

Luciano Aparecido Marques

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