Crônicas de um diabético.

Lidando com o emocional.

Galera, lembrem-de de que no último post eu disse que para nós, diabéticos tipo 2, a primeira coisa a se fazer é assumir que estamos diabéticos e não somos diabéticos e que é importante entender que o diabetes tipo 2 é uma doença oriunda de causas diversas, porém, a maior delas é a causa nutricional? Pois bem, hoje falaremos um pouco sobre o fator emocional diante do alimento e como lidar com ele de maneira positiva.

Estar diabético em uma sociedade pró diabetes é uma causa quase perdida, digo quase perdida pois há uma forma de vencê-la, e essa forma se chama informação. Vejamos o caso muito comum; vamos à uma festa de aniversário e nos deparamos com uma infinidade de alimentos apetitosos e que nos causam muito prazer. Alimentos repletos de açúcar que aumentam a nossa serotonina e nos trazem uma sensação deliciosa de alegria, porém, a cartilha que o nosso médico pede que sigamos nos reprime a consumir essas delícias. Portanto, ao invés de ficarmos felizes na festa, ficamos deprimidos. Achamos que a natureza foi injusta conosco, uma vez que outras pessoas não se prejudicam com essas delícias, apenas nós. Esse pensamento já começa errado. Vejamos o porquê.

Os alimentos farináceos e industrializados são repletos de glicose ou frutose disfarçados de delícias inofensivas, mas que podem te levar ao hospital com uma crise de hiperglicemia e, pasmem, esses produtos alimentícios não causam danos apenas aos diabéticos, mas à toda a população. Entendam que não estou endemonisando o alimento em prol de uma causa anti-diabética, mas, contra os fatos fica difícil argumentar.

Desde crianças a sociedade que chamarei de “glicoseocêntrica” nos ensina que o açúcar está associado à alegria e à felicidade. Em partes, essa premissa é verdadeira, uma vez que o açúcar libera alguns hormônios no corpo que geram a sensação de felicidade. Porém, uma hora a conta chega em forma de  carnês chamados: diabetes, esteatose hepática, resistência insulínica, dentre outros. A questão agora é o que devemos fazer para lidar com essa falta de doce “felicidade”? Como nos comportar em uma festa na qual há uma infinidade de alimentos dos quais podemos consumir muito pouco?

Vivemos em uma sociedade “glicoseocêntrica”.

Falarei um pouco da minha experiência. Para mim, o aspecto mais difícil nessas situações de festa é passar vontade de comer os alimentos que fui condicionado a consumir desde minha tenra infância. É muito difícil receber um diagnóstico que lhe inibe consumir os quitutes mais deliciosos e comuns do dia-a-dia. Outra questão que me chateava no início de meu tratamento era recusar o consumo desses alimentos o tempo todo e ser visto como o chato e frescurento da história. Essas questões abalam o lado emocional e produzem um outro problema chamado estresse.

O estresse possui um efeito catalisador que potencializa qualquer doença no organismo, de modo que se não cuidamos do nosso estresse somos sempre uma bomba relógio prestes a explodir. Mas afinal, como é possível lidar com essa situação emocional que acomete os diabéticos diante do carboidrato? Não há apenas uma resposta, mas ensinarei algumas técnicas que podem ajudar. Eu as separarei em duas etapas: como lidar com os gatilhos emocionais e como resolver o problema na prática.

Lidando com os gatilhos emocionais.

Para lidar com os gatilhos emocionais que são acionados quando somos apresentados às delícias que não devemos consumir sem correr o risco de hiperglicemia, é necessário saber as consequências que esse consumo pode gerar. Para isso temos a informação ao nosso alcance. Uma das complicações do diabetes são os problemas vasculares sobre os quais todos deveríamos saber. Pois bem, uma vez compreendidos os problemas que podemos vir a ter através do diabetes, é fácil se convencer que não queremos esse tipo de complicação. Portanto, o primeiro passo para lidar com as emoções é saber as consequências que o consumo de carboidrato refinado pode trazer à nossa vida.

Agora, convencidos das complicações que a má alimentação pode trazer à nossa vida, passemos à etapa 2 do processo. Nessa etapa, eu costumo utilizar algumas técnicas de programação neurolinguística que funcionam muito bem. Para a PNL, nós possuímos uma estrutura mental construída a partir da linguagem. Essa estrutura constitui uma espécie de “mapa ” através do qual interpretamos a realidade, a qual podemos denominar “território”. Uma das premissas fundamentais da programação neurolinguística é a fórmula: o mapa não é o território.

Na prática podemos afirmar que a grande maioria da população utiliza o mesmo mapa em territórios diferentes, isso significa dizer que para nós, que estamos diabéticos, é necessário atualizar aquele mapa da infância, para a qual o açúcar era a felicidade, diante de um outro território chamado realidade, para a qual a saúde plena é a felicidade.

Partamos para a última etapa, que é  a prática diante da situação. Uma vez atentos ao fato de que o mapa não é o território e de que a felicidade está muito acima do consumo de carboidrato refinado e frutose, é necessário dizer “não” aos possíveis efeitos colaterais da falsa felicidade e abrir-se à nova vida. Como colher esses efeitos?

Resolvendo o problema na prática.

Eu não poderia chegar ao fim desse texto sem falar sobre o outro lado da moeda, ou seja, os prazeres que um diabético tipo 2 pode ter.

O primeiro prazer é o consumo de qualquer alimento que pode ser feito a partir de receitas próprias para diabéticos. É possível aprender essas receitas com especialistas da área na própria Internet, portanto, mãos à obra.

O segundo prazer é a prática de exercícios físicos. Sabe aqueles hormônios que o consumo de doce libera no organismo? A prática de exercícios físicos também o fazem, mas sem efeitos colaterais. Vamos levantar e praticar?

Por fim, não esqueça que a pessoa mais importante do universo é você mesmo. Portanto,  cuide de si mesmo para que você possa cuidar daqueles que você ama. Trate-se com amor para que possa tratar os outros com esse mesmo amor. E lembre-se, quando lhe oferecerem algo que você não pode consumir,  recuse educadamente e não tenha vergonha de dizer que está diabético e não pode consumir esse alimento. Não fique triste, pois afinal, sempre existe uma receita deliciosa que você poderá preparar em casa e substituir por aquela que lhe faz mal.

Luciano Aparecido Marques

Ano novo, vida nova.

Caros leitores e leitoras,

Desejo a cada um de vocês um excelente 2021. Eis que publico o meu último texto de 2020 e espero ter contribuído com o sucesso de cada um de vocês. Obrigado por estarem ao meu lado nessa grande jornada da vida.

Ânsia.

Eis que o véu da vontade se descortina

E com ele a ânsia e a vontade

Se abrem por completo.

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Com isso, a janela do destino se nos mostra

E nossa história começa a ser escrita

Já no embrião, no feto!

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Antes de sairmos

Pela porta tomamos a precaução

De observar bem o terreno!

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Os declives, as montanhas, as trilhas.

Na bagagem trazemos o bastante

Apenas para um período de tempo.

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Contamos obviamente com a ajuda

Daqueles que aqui estão

E dia após dia construímos nosso intento

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Se chegamos até aqui

É uma benção sem igual

Vivamos, pois, felizes o momento!

Feliz 2021!

Luciano Aparecido Marques

Adding ingredients to success.

Learn how to make questions

Knowing the answers will help you in school. Knowing how to question will help you in life.

Anonymous

Success is not always in the answers, but in the ability of asking intelligent questions. When children we are masters in making any kind of question, but in adulthood, we usually do not practice this gift anymore.

At the stage of adolescence we believe that we are smarter than children and adults. We have answers to every question. We think we own the truth and the solution to a lot of problems, but actually we are not wise enough and we can become ignorant adults, because we conclude that we know very little, and worse than that, most of us lose the gift to formulate intelligent questions.

Until the mid-15th century Europeans have come to rely on truths agreed by prevailing paradigms in the institutions that governed the thinking of the time, so that the common individual, when thought about more complex scientific issues, used to believe in the conventional answers. Thus, they passed centuries believing fallacies, such as: the Sun revolves around the Earth, beyond the horizon there’s a chasm permeated by sea monsters and other absurdities.

Among the coming and going of absurdities it has emerged big names that have changed the whole paradigm simply by questions and, more precisely, for asking the right questions.

Possibly Copernicus didn’t ask one question before creating his thesis on the motion of the planet Earth, but he asked many questions and searched for answers.  The scientist observed changes in nature that were incompatible with the idea and proposed a myriad of questions that other people had not been able to make.

Soon, it would be naive to believe that Copernicus formulated only a question so simply: “Does the Sun revolves around the Earth?”. On the contrary, to get that answer, the scientist made various questions accompanied by empirical observations and tests that led to completion of his thesis and therefore the paradigm shift that culminated in the advance of other forms of thought and the creation of other possibilities, such as: Columbus expedition, later on, the creation of satellites, the arrival on the Moon and so on.

Considering the ideas proposed here it is obvious that in order to change our lives we need not only to search for answers, but ask the right questions.

In general, we ask questions like:

  • Why don’t I get that promotion?
  • Why am I overweight?
  • Why is my sales result always below average?

 And so on…

We forget that there are more than just the question word “why?” and ignore the others that are just as important as the mentioned. We forget to use the question words:

  • How?
  • When?
  • Where?

By doing that, we accept our life as circumstances beyond our control, so we usually consider ourselves as victims of the everyday vicissitudes and not as agents of our own destiny.

Successful people do not use these questions, but they formulate their questions posing themselves as agents of their own destiny, so the question:

  • Why are my results low?

…becomes

  • How can I improve my results?
  • How can I measure the results?
  • How am I supposed to act to achieve my goals?
  • Who can support me on my goals?
  • When do I want to get the desired results?

You can see clearly that, when formulating questions we can be victims or agents of our own destiny.

So, learn how to make clear and objective questions change your life.

Exercise

Write sentences that define aspects of your life that you want to change and make relevant questions that lead to possible answers based on results.

Luciano Marques.

Success.

How to become successful.

Habits

Success is an exact science. As a doctor may operate on a patient with surgical precision by making use of modern science, so you can also achieve your goals with the same precision by making use of  the “Science of Success”. The first principle in the science of success is simple, but powerful. It boils down to the following phrase:

What an individual can do, another can also.

This principle is explained by itself. The question we ask ourselves to learn this principle is: How can I become the person I would like to be and how can I get the things I want? The answer is simple:

ANYONE CAN BE AND GET WHAT THEY WANT FROM THE CHANGE OF HABITS AND BREAKING PARADIGMS.

According to Albert Einstein, it is impossible to obtain different results when applying the same methods. Therefore, to achieve goals we need the individual change of our whole mental structure. And the question is: how is it possible to modify the structure?

Before answering the previous question, let’s take a look at the following situation. When we are kids, we accept a wide range of ideas that people convey and we create “truths” about things. These truths become our mental structure and govern our life, which is based on those beliefs. Therefore, if we don’t be aware of it, we can spend the whole life governed by beliefs and values obtained in childhood.

Some people tend to think and act positively, while others do so negatively. If, as children or young people, we see the reality under a negative and limited perspective, so might be our life. However, this process can be modified by means of the insertion of new habits.

At the beginning of the transformation process, when we propose to be the person who actually we want and get what we want, our dreams seem to be impossible, but this false illusion is caused because we live under the perspective of a paradigm driven by daily habits that we accept at an early age.

That’s why we need to change the paradigms governing our lifeand to do that, I repeat, it is necessary to change our habits.

Marques, Luciano Aparecido, 1981-

Concrete Success/ Luciano Marques

Amazon, 2017

ISBN: 9781521948514

Selo Editorial: Independently Published